terça-feira, 16 de julho de 2013

CONTABILIDADE DOMÉSTICA



MÉTODO DE ORGANIZAÇÃO FINANCEIRA PESSOAL
Os primórdios da contabilidade resumem-se praticamente no homem primitivo, contando (inventariando) seu rebanho. O homem cuja natureza é ambiciosa, não se preocupa apenas com a contagem do seu rebanho, mas o que é mais importante - com o crescimento, com a evolução do rebanho, e consequentemente com a evolução de sua riqueza. Assim ele faz inventários (contagem) em momentos diferentes e analisa a variação de sua riqueza.



Esses foram os primeiros registros da contabilidade doméstica, ou também chamada de contabilidade pessoal. O objetivo é a organização do patrimônio das pessoas físicas, para posteriormente serem usadas as informações para tomadas de decisões.



Para melhor organização das finanças pessoais, deve-se estabelecer as etapas que nortearão um melhor controle financeiro para que enfim os objetivos sejam alcançados. Para Macedo, (2007, p. 26), “o Planejamento Financeiro é o processo de gerenciar seu dinheiro com o objetivo de atingir a satisfação pessoal, permite que você controle sua situação financeira para atender necessidades e alcançar objetivos no decorrer da vida”. Também segundo autor, planejar possibilita que você assuma as rédeas de sua vida e guie-a para o caminho que mais o agrade, para isto inclui:



-Programação de Orçamento;

-Racionalização de Gastos; e

-Otimização de Investimentos.



O planejamento nada mais é que orientação, controle e direção que uma pessoa necessita para alcançar seus objetivos. Sendo assim, não existe para o planejamento um modelo pré-definido, ou seja, cada indivíduo possui objetivos e interesses diferenciados dos demais, assim sendo, seu planejamento terá conformidade com aquilo que deseja alcançar por tempo determinado por ele próprio.



Quando as pessoas são conscientes e determinadas, fica mais fácil para planejar e seguir uma conduta, o que aumenta suas probabilidades de concretizar esse objetivo. Para otimizar o processo de planejamento o  indivíduo precisa traçar as metas que pretende atingir, ou seja, aonde ele deseja chegar. Isto não significa que, depois de definidas, as metas não sofram alterações. Faz parte do planejamento, realizar revisões periódicas de referência, pelo menos uma vez por ano, de modo a analisar e confirmar se certos desembolsos são realmente necessários ou se deveriam ser eliminados. Pois administrar finanças pessoais não difere de gerenciar o caixa de uma empresa, mudam apenas a proporção e a complexidade.



SEPARANDO OS GASTOS POR GRUPOS



Para iniciar o planejamento relaciona-se todos os gastos possíveis dividindo-os em categorias, pois a maioria das pessoas consegue lembrar de suas maiores despesas, entretanto poucos conseguem perceber aqueles gastos pequenos, mas diários, que se acumulam até o final do mês. Vejamos a seguir:



a) Grupo da Habitação: prestação da casa ou aluguel, IPTU, seguro residencial, condomínio, água, energia elétrica, gás encanado ou de cozinha, telefone fixo, manutenção da casa;



b) Grupo da Alimentação: gastos com alimentação básica em geral, despesas em supermercado (inclusive produtos de limpeza e higiene pessoal);



c) Grupo da Saúde: assistência médica e odontológica, farmácia, academia de esportes;



d) Grupo da Educação: escola e material didático dos filhos, cursos, seminários, congressos, livros técnicos;



e) Grupo do Transporte: prestação do carro, IPVA, seguro obrigatório, seguro do veículo, combustível, multas, transporte coletivo, estacionamento e manutenção do carro;



f) Grupo da Cultura e Lazer: cinema, teatro, restaurantes, bares, assinatura de revistas, TV a cabo, provedor de acesso à Internet;



g) Grupo das Despesas Financeiras: tarifas bancárias, juros de cheque especial e empréstimos, juros embutidos em financiamentos;



h) Grupos dos Diversos: telefone celular, vestuário e acessórios, empregada doméstica, previdência privada.



Algumas vezes é possível esquecer de anotar algumas contas na listagem, mas os itens relacionados já são suficientes para demonstrar como nos enganamos na administração de nossas despesas pessoais. Isso acontece porque estamos habituados a considerar apenas aqueles gastos mais próximos e palpáveis, negligenciando aqueles que têm que ser provisionados, ou seja, que devem ser previstos porque eventualmente ocorrerão. Isso acontece, por exemplo, com medicamentos, multas de trânsito e manutenções.



DEMONSTRAÇÕES UTILIZADAS NA GESTÃO PESSOAL



Algumas demonstrações utilizadas em contabilidade podem perfeitamente ser utilizadas na contabilização do patrimônio pessoal ,algumas com pequenas modificações, assim é possível se perceber para onde está indo o dinheiro. E a partir da análise dessas demonstrações pode-se estabelecer metas com clareza e precisão.



Demonstração do resultado – DRE ou Demonstração de Renda e Gastos



Nas finanças pessoais esse relatório apresenta em valores monetários, todos os rendimentos e gastos envolvidos. É também  nesta demonstração que está expresso o valor do resultado positivo ou negativo (lucro ou prejuízo), em um determinado período.



Segue um exemplo de DRE:



RECEITAS
R$


Salários

(+) Aluguéis

(+) Demais rendas

TOTAL DE RECEITAS =



(-) GASTOS FIXOS



Plano de Saúde (médico e Odontológico)

(+) Pagamento de Aluguel, condomínio, e IPTU

(+) Cuidados Pessoais (cabelo, unha, depilação etc)

(+) Faxineira

(+) Supermercado, padaria, feira

(+) Roupas e calçados

(+) Diversão

(+) Tarifas Bancárias

(+) Escolas

TOTAL DOS GASTOS FIXOS =  



(-) GASTOS VARIÁVEIS



 Manutenção, seguros e impostos de veículos

(+) Contas de água, luz, telefones, gás.

(+) Combustível do carro

(+) Outras despesas variáveis

TOTAL DOS GASTOS VARIÁVEIS =  



(-) GASTOS FINANCEIROS



Tarifas bancárias (IOF,CPMF)

(+) Juros de empréstimos,

(+) Juros de financiamentos,

(+) Juros de cheque especial

TOTAL DE GASTOS FINANCEIROS =



= Lucrou / Prejuízo




Balanço patrimonial – pessoa física



Tabela com duas colunas com a lista de todos os ativos e passivos, onde o Patrimônio Líquido será a diferenças do Ativo subtraído do Passivo:



Segue novamente um  exemplo:



ATIVO
R$
PASSIVO
R$
DISPONÍVEL

CURTO PRAZO

BENS

GASTOS FIXOX, VARIÁVEIS E FINANCEIROS

DINHEIRO VIVO

CHEQUE ESPECIAL

CONTA-CORRENTE

CARTÃO DE CRÉDITO

VALORES A RECEBER

EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS





INVESTIMENTOS

LONGO PRAZO

CADERNETA DE POUPANÇA

FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO

FUNDOS DE INVESTIMENTO

FINANCIAMENTO DE CARRO

IMÓVEIS







IMOBILIZADO

TOTAL DO PASSIVO

IMÓVEIS



VEÍCULOS

PATRIMÔNIO LÍQUIDO PESSOAL

EQUIPAMENTOS

é a apuração de lucro ou prejuízo

MÓVEIS E UTENSÍLIOS

(ATIVO – PASSIVO)

ELETRODOMÉSTICOS







TOTAL DO ATIVO

TOTAL DO PASSIVO























                 ATIVO                           (-)              PASSIVO                     (=)      PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Meus bens e direitos =
minhas obrigações =
o que sobrou =





Para começar um orçamento, deve-se descobrir primeiro o valor total da renda, depois faz-se uma estimativa dos gastos, discriminando os gastos que se tem todos os meses. Pode-se dividir também os gastos por categorias como moradia, alimentação, transportes, educação, saúde etc. Dessa forma fica mais prático de se chegar ao levantamento dos saldos finais. A partir dessas informações a pessoa poderá avaliar a proporção, em percentual dos gastos em relação aos recebimentos. Os saldos positivos indicam que os rendimentos são suficientes para o pagamento de todos os gastos existentes. Contudo, quando apresenta um saldo negativo, deve-se ficar atento e descobrir qual a categoria de gastos que poderá ser melhor economizada para se chegar ao saldo positivo ao final do mês. Estas informações são relevantes para a gestão pessoal, pois a partir destas, se buscam alternativas de aperfeiçoar os rendimentos e priorizar o pagamento dos gastos no orçamento pessoal. Este orçamento deverá ser elaborado todos os meses servindo de comparação dos valores no decorrer dos meses.




5 comentários:

Unknown disse...

Muito legal e pratico!!

Facil de entender!

Ingrid Labastie disse...

vou mostrar esse post pra minha mãe haha

cpieri disse...

Para uma vida financeira mais saudável, os hábitos começam em casa. Muito interessante

Anônimo disse...

Uma ótima dica para contabilizar o patrimônio doméstico da família. Agora as donas de casa terão um problema a menos para se preocupar! rsrsrsrrs

Unknown disse...

Gostei, muito bem explicado e ao mesmo tempo de fácil compreensão ;)